O que é AMP (Accelerated Mobile Pages)
Também chamado de: Accelerated Mobile Pages, páginas AMP, AMP HTML
AMP é um framework de código aberto para criar páginas leves e rápidas, lançado pelo Google em 2015 com o nome Accelerated Mobile Pages. Por alguns anos, foi quase obrigatório para aparecer no carrossel de notícias do celular. Hoje o Google indexa páginas AMP como qualquer outra, aplica o mesmo padrão a todas, qualquer que seja a tecnologia, e uma página AMP ranqueia como qualquer outra.
Um portal de notícias regional mantém duas versões de cada matéria desde 2017: a página comum e a versão AMP. Toda mudança de layout precisa ser feita duas vezes, e a versão AMP não tem o formulário de assinatura da newsletter.
Com as páginas comuns já rápidas e estáveis, o portal decide remover o AMP: retira o link para a versão AMP de cada matéria e redireciona os endereços AMP para as páginas comuns. Passa a manter um layout só, e a versão que o leitor vê volta a ter todas as funções.
Como o AMP surgiu
O Google anunciou o projeto AMP em outubro de 2015, com parceiros do mercado de notícias. A ideia era uma versão restrita do HTML, com JavaScript limitado e componentes prontos, que carregasse quase instantaneamente no celular.
Em 2018 o projeto passou a ter governança aberta e, em 2019, entrou para a OpenJS Foundation. O nome oficial deixou de ser sigla, mas o mercado continua chamando de AMP.
O que mudou em 2021
Durante anos, o carrossel de principais notícias do celular praticamente exigia AMP. Em novembro de 2020, o Google anunciou que, a partir de 2021, qualquer página que seguisse as políticas de conteúdo do Google Notícias poderia aparecer ali, com prioridade para boa experiência de página, fosse ela feita com AMP ou com qualquer outra tecnologia.
Foi o fim da principal razão comercial para adotar AMP. Desde então, o que conta é a experiência, medida pelas Core Web Vitals, e não o formato.
O que mudou em julho de 2026
Em 1º de julho de 2026, o Google simplificou a documentação de AMP e mudou a forma de levar o usuário até essas páginas: a Pesquisa passou a abrir direto a página AMP no servidor do próprio site. As referências ao visualizador AMP, ao cache AMP e às trocas assinadas (signed exchanges) saíram da documentação.
Na prática, quem publica AMP não precisa mais atualizar o cache nem configurar trocas assinadas. Segundo o próprio aviso do Google, o conteúdo AMP continua ranqueando como qualquer outra página.
Regras para AMP na Pesquisa Google
- Seguir a especificação AMP HTML e manter a página válida.
- Oferecer o mesmo conteúdo e as mesmas ações da página canônica, sempre que possível.
- Usar um endereço que faça sentido para o usuário, como amp.example.com/pagina ou example.com/amp/pagina (example.com é o domínio reservado para exemplos), e não um domínio sem relação com o site.
- Seguir as políticas de dados estruturados, se a página tiver marcação.
- Lembrar que AMP no computador não ganha recursos específicos na Pesquisa.
Ainda vale a pena usar AMP?
| Recomendação | |
|---|---|
| Site novo | Página comum bem feita, rápida e estável, sem AMP |
| Portal com AMP funcionando bem | Pode manter; o trabalho de cache e trocas assinadas acabou |
| AMP duplicado e desatualizado | Avaliar remover, com redirecionamento para a página comum |
| Web Stories | Continuam feitas em AMP e podem aparecer na Pesquisa |
Perguntas frequentes
O que é AMP?
É um framework de código aberto para páginas leves e rápidas, lançado pelo Google em 2015 com o nome Accelerated Mobile Pages.
AMP ajuda no SEO?
Não por si só. O Google aplica o mesmo padrão a todas as páginas e o conteúdo AMP ranqueia como qualquer outro. O que ajuda é a experiência: página rápida e estável, com AMP ou sem.
Preciso de AMP para aparecer em principais notícias?
Não. Desde 2021, qualquer página que siga as políticas do Google Notícias pode aparecer, com prioridade para boa experiência de página.
O que mudou no AMP em 2026?
Desde julho de 2026, a Pesquisa leva o usuário direto à página AMP no servidor do site. O cache AMP e as trocas assinadas deixaram de ser necessários.
Como remover as páginas AMP de um site?
Pelo guia do Google: retirar o link rel=amphtml da página canônica e redirecionar cada endereço AMP para a página comum correspondente, com 301 ou 302.
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- Google Search Central: AMP na Pesquisa Google
- Google Search Central: últimas atualizações da documentação
- Google Search Central: como remover páginas AMP da Pesquisa
- Google Search Central Blog: Timing for bringing page experience to Google Search (2020, em inglês)
- amp.dev: projeto AMP
- Wikipédia: Accelerated Mobile Pages
Rodrigo Fávaro
Fundador da ROO3, agência de marketing e tecnologia em São José do Rio Preto. Constrói produtos com IA em produção (Tobia, gerar.app, Pense Mercado) e mantém o AI Benchmark, ranking público de modelos de IA.
X @rodmf LinkedIn rodrigofavaroMarketing que se mede, do anúncio à venda.
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