GPT-6.1 Terra: a OpenAI cortou o preço do modelo do meio pela metade e ele empatou com o Astra no teste de agentes
Lançado em 26 de outubro, o GPT-6.1 Terra custa US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 5 de saída. Na saída, a queda sobre o antecessor é de 58%, não de 50%. Ele empata com o GPT-6 Astra no teste de agentes gastando dezesseis vezes menos por tarefa, e perde onde a tarefa é controlar a tela.
O GPT-6.1 Terra é o modelo intermediário da OpenAI, lançado em 26 de outubro de 2026 com o identificador gpt-6.1-terra. Custa US$ 1 por milhão de tokens de entrada, US$ 5 de saída e US$ 0,05 na leitura de cache: metade do GPT-6.1 Sol em tudo e, contra o antecessor GPT-5.6 Terra, 50% a menos na entrada, 58% na saída e 75% no cache. Nos gráficos da OpenAI, ele marca 57,6% no Agents' Last Exam em esforço médio, o mesmo que o GPT-6 Astra, gastando US$ 0,29 por tarefa contra US$ 4,82. Perde para o Sol e o Astra em uso de computador e em terminal. A Artificial Analysis mediu taxa de alucinação de 38%, contra 88% do antecessor. Saiu no mesmo dia na API, no ChatGPT Work, no Codex e no Amazon Bedrock, que não oferece o modelo na região de São Paulo.
O que você leva deste artigo
- O identificador na API é gpt-6.1-terra, com janela de 1,05 milhão de tokens, saída de até 128 mil e conhecimento até 1º de junho de 2026.
- Preço: US$ 1 de entrada, US$ 5 de saída e US$ 0,05 de cache por milhão de tokens. Acima de 272 mil tokens de entrada, a requisição inteira passa a custar US$ 2 e US$ 7,50.
- Contra o GPT-5.6 Terra, a entrada cai 50%, a saída 58% e o cache 75%. Contra o GPT-6.1 Sol, tudo cai exatamente pela metade.
- No Agents' Last Exam em esforço médio, empata com o GPT-6 Astra (57,6%) gastando US$ 0,29 por tarefa, contra US$ 4,82.
- Perde em uso de computador: 74,2% no OSWorld 2.1, contra 78,0% do Sol e 80,9% do Astra.
- Na medição independente da Artificial Analysis, a taxa de alucinação caiu de 88% para 38%.
- Está no Amazon Bedrock desde o lançamento, mas não na região de São Paulo.
O que saiu, e como confirmar
A OpenAI lançou o GPT-6.1 Terra em 26 de outubro de 2026. A forma de confirmar sem depender de print é o registro de mudanças da documentação para desenvolvedores, que descreve o modelo como rápido e eficiente, voltado a raciocínio visual, uso preciso do computador e escrita clara. O identificador é gpt-6.1-terra, e ele já tem página própria com preço publicado.
Na família atual, a OpenAI trabalha com quatro níveis: Luna, o mais barato, Terra, Sol e Astra, o topo. O Terra novo ocupa o segundo degrau. Não existiu um GPT-6 Terra, e por isso o antecessor direto é o GPT-5.6 Terra, de julho. Para pesquisa longa e código complexo, a própria OpenAI continua mandando escolher o Sol ou o Astra.
A ficha técnica é generosa para um modelo do meio: janela de 1,05 milhão de tokens, saída de até 128 mil, entrada de texto e imagem, saída só em texto, e conhecimento até 1º de junho de 2026. Ele aceita seis níveis de esforço de raciocínio, de nenhum até o máximo, e usa as ferramentas da Responses API, inclusive a de controlar o computador.
A tabela, com preço e as provas que dá para conferir
A OpenAI publicou os resultados do anúncio como gráficos, em imagem. Os números abaixo foram lidos desses gráficos pela imprensa especializada, e só entraram aqui os que aparecem iguais em pelo menos duas transcrições independentes. O preço vem da tabela oficial da documentação.
A comparação é com os três vizinhos de casa que importam para quem vai decidir a troca: o antecessor, o Sol, que é o nível de cima, e o Astra, o topo da linha.
| GPT-6.1 Terra novo | GPT-5.6 Terra antecessor | GPT-6.1 Sol | GPT-6 Astra | |
|---|---|---|---|---|
| Preço de entrada US$ por milhão de tokens | US$ 1 | US$ 2 | US$ 2 | US$ 10 |
| Preço de saída US$ por milhão de tokens | US$ 5 | US$ 12 | US$ 10 | US$ 50 |
| Leitura de cache US$ por milhão de tokens | US$ 0,05 | US$ 0,20 | US$ 0,10 | US$ 1 |
| Agentes, esforço médio Agents' Last Exam v1 | 57,6% | 42,6% | 53,8% | 57,6% |
| Custo por tarefa nesse teste estimativa da OpenAI, US$ | 0,29 | 0,84 | 1,31 | 4,82 |
| Agentes, esforço máximo Agents' Last Exam v1 | 60,0% | 50,7% | 58,6% | 59,3% |
| Uso de computador OSWorld 2.1, esforço máximo | 74,2% | 57,1% | 78,0% | 80,9% |
| Visão MMMU-Pro, esforço máximo | 85,5% | 81,7% | 86,3% | 86,7% |
O preço caiu mais do que diz a manchete
A frase que circula é "metade do preço". Ela é exata contra o GPT-6.1 Sol, que custa US$ 2 e US$ 10, e é exata na entrada contra o antecessor. Na saída, porém, o GPT-5.6 Terra cobrava US$ 12, e a queda para US$ 5 é de 58%. Na leitura de cache, de US$ 0,20 para US$ 0,05, a queda é de 75%. Para agente e chat, que gastam mais em saída e em cache do que na entrada, a conta real cai mais que a metade.
Fora de casa, o Terra fica no meio exato da tabela da Anthropic. Custa metade do Claude Sonnet 5.5, que cobra US$ 2 e US$ 10, e dez vezes o Claude Haiku 5.5, que custa US$ 0,10 e US$ 0,50 em pedidos de até 100 mil tokens. O mesmo vale dentro da OpenAI: o GPT-6 Luna cobra US$ 0,10 e US$ 0,50.
Há uma armadilha que a tabela resumida não mostra. Acima de 272 mil tokens de entrada, o preço passa a US$ 2 e US$ 7,50, e vale para a requisição inteira, não só para o pedaço que passou do limite. Quem manda contrato longo ou base de documentos inteira num pedido só paga o dobro na entrada sem perceber. Em lote, pelo Batch ou pelo Flex, o preço cai à metade; no modo rápido, dobra.
Custo por tarefa é a conta que decide
Preço por token só diz quanto custa cada palavra. O que interessa é quanto custa terminar o trabalho, e aí o Terra muda de patamar. No Agents' Last Exam, um teste de tarefas longas de agente, ele marca 57,6% em esforço médio, o mesmo que o GPT-6 Astra, com custo estimado pela OpenAI de US$ 0,29 por tarefa. O Astra gasta US$ 4,82 para chegar ao mesmo resultado, mais de dezesseis vezes o custo.
No esforço máximo, o Terra chega a 60,0%, à frente do Sol e do Astra, gastando US$ 1,01 por tarefa. O Claude Opus 5.5, que aparece no mesmo gráfico, marca 63,2% a US$ 8,82. É a escolha clássica entre o melhor resultado e o melhor resultado por real: o Opus resolve um pouco mais, e o Terra resolve quase tanto por menos de um oitavo do custo.
A medição de fora vai na mesma direção. A Artificial Analysis rodou o Terra no seu índice de inteligência em 26 de outubro e chegou a US$ 0,40 por tarefa, contra US$ 1,40 do antecessor, com 6 pontos a mais no índice em esforço máximo. Ele ficou em 25º lugar entre 221 modelos, 4 pontos abaixo do GPT-6.1 Sol.
Onde ele perde, e convém dizer com todas as letras
O Terra foi vendido como modelo de uso de computador, e é justamente aí que ele fica atrás dos irmãos maiores. No OSWorld 2.1, que mede a capacidade de operar programas pela tela, ele marca 74,2% contra 78,0% do Sol e 80,9% do Astra. O Claude Sonnet 5.5 aparece no mesmo gráfico com 83,9%. O salto sobre o antecessor, que fazia 57,1%, é grande, e mesmo assim ele não é o melhor da categoria que estampa no anúncio.
No trabalho longo de terminal, o Terra novo foi de 21,5% para 50,3% no Terminal-Bench 4.0 em esforço máximo, segundo as transcrições do gráfico. É mais que o dobro do antecessor e continua abaixo dos modelos de cima. A OpenAI reconhece isso ao recomendar o Sol ou o Astra para código complexo.
Há também o tempo de espera. A Artificial Analysis mediu 90,9 tokens por segundo na geração, um pouco acima da mediana do mercado, mas 133 segundos até o primeiro token no esforço máximo, porque o modelo pensa antes de responder. A alegação da OpenAI de que ele termina tarefas mais de três vezes mais rápido que o Sol e o Astra é sobre o tempo total da tarefa de agente, não sobre a primeira palavra. Para atendimento ao vivo, o esforço precisa ficar baixo.
Menos invenção, inclusive na medição de fora
A OpenAI afirma que o Terra erra muito menos fatos. No teste interno da empresa, feito com perguntas desenhadas para induzir erro, a taxa de erro em esforço baixo caiu de 53,6% no antecessor para 16,7%. No esforço máximo, ficou em 4,3%, 18 pontos abaixo do GPT-5.6 Terra. É um teste da própria empresa, sem os dados abertos, e por isso pesa menos que uma medição independente.
A medição independente existe e confirma a direção. No AA-Omniscience, da Artificial Analysis, que pune a resposta inventada quando o modelo não sabe, a taxa de alucinação foi de 88% no antecessor para 38% no Terra novo, com acurácia 2 pontos maior. Ele passou a responder "não sei" em vez de inventar com mais frequência.
Os 38% continuam querendo dizer que, quando o Terra não sabe, ele ainda inventa em mais de um terço das vezes. Para texto que vai ao cliente, número de contrato, preço e prazo, a regra de conferência não muda. Escrevemos sobre como controlar isso em alucinação de IA.
O que muda para empresa no Brasil
No ChatGPT, o Terra entrou no modo Work e no Codex para os planos Plus, Pro, Enterprise e Edu, com limite de uso maior que o do antecessor. Não encontramos indicação de que ele esteja no plano gratuito. Na API, saiu no mesmo dia para todo mundo.
O Amazon Bedrock também recebeu o modelo no dia do lançamento, com o identificador openai.gpt-6.1-terra e o mesmo preço da OpenAI no perfil global. O detalhe que interessa ao leitor brasileiro: a região de São Paulo não está na lista, em nenhuma modalidade. Quem precisa manter o processamento no Brasil por exigência de contrato ou de política de dados ainda não consegue usar o Terra por ali. As regiões fora do perfil global custam 10% a mais.
O cartão de segurança publicado pela OpenAI classifica o Terra como de risco crítico em cibersegurança, o nível mais alto da escala da empresa, com as mesmas salvaguardas do Sol e do Astra. Isso diz menos sobre o seu uso e mais sobre o momento: modelos baratos já são capazes de achar falha em código alheio, como mostrou a falha PHP2Shell da semana passada.
- Usa o GPT-5.6 Terra hoje: troque, porque o novo custa menos e resolve mais. Teste antes os prompts que dependem de formato de saída.
- Usa o Sol para agente de tarefa longa: compare com o Terra em esforço médio, que empata com o Astra nesse teste.
- Automação que opera tela e programa: o Sol e o Astra ainda vencem, e o Sonnet 5.5 vence os três.
- Pedido acima de 272 mil tokens: divida o documento ou aceite pagar o dobro na entrada.
- Atendimento ao vivo: esforço baixo ou nenhum, porque o máximo pode levar mais de dois minutos até a primeira palavra.
O que ainda não dá para dizer
Os números de prova do anúncio vieram em gráfico, e a OpenAI não publicou os valores em texto. As transcrições conferem entre si nos números usados aqui, mas uma tabela oficial em texto ainda faz falta. A Epoch AI e a LMArena ainda não tinham o Terra no ar em 27 de outubro.
Também não confirmamos se o Terra chegou ao Azure, nem a lista exata de modos do ChatGPT em que ele aparece fora do Work e do Codex. São pontos que mudam pouco a decisão de quem usa pela API e que vamos atualizar aqui quando houver fonte.
O que já dá para dizer: para a maioria das tarefas de escritório e de agente que uma empresa pequena ou média roda, o modelo do meio da OpenAI ficou bom o bastante e barato o bastante para ser o padrão. Se você quer saber se ele serve para o seu caso antes de trocar, a ROO3 testa com as suas tarefas reais, mede custo por tarefa e monta a troca com segurança. Fale com a gente.
Perguntas frequentes
Quanto custa o GPT-6.1 Terra?
US$ 1 por milhão de tokens de entrada, US$ 5 de saída e US$ 0,05 na leitura de cache, no plano padrão e em pedidos de até 272 mil tokens de entrada. Acima disso, a requisição inteira passa a custar US$ 2 e US$ 7,50. Em lote o preço cai à metade, e no modo rápido dobra.
O GPT-6.1 Terra custa mesmo metade do anterior?
Na entrada, sim: US$ 1 contra US$ 2 do GPT-5.6 Terra. Na saída a queda é maior, de US$ 12 para US$ 5, ou 58%, e na leitura de cache é de 75%. Contra o GPT-6.1 Sol, todos os preços caem exatamente pela metade.
O GPT-6.1 Terra é melhor que o GPT-6.1 Sol?
Em tarefas de agente, chega perto ou passa: no Agents' Last Exam ele marca 57,6% em esforço médio, contra 53,8% do Sol, por menos de um quarto do custo por tarefa. Em uso de computador e trabalho de terminal, o Sol continua na frente, e a OpenAI recomenda o Sol ou o Astra para código complexo e pesquisa longa.
Onde dá para usar o GPT-6.1 Terra?
Na API da OpenAI, no ChatGPT, no modo Work e no Codex para os planos Plus, Pro, Enterprise e Edu, e no Amazon Bedrock desde o lançamento, em 26 de outubro de 2026. No Bedrock, a região de São Paulo não oferece o modelo.
O GPT-6.1 Terra alucina menos?
Sim, segundo a OpenAI e segundo medição independente. A Artificial Analysis mediu taxa de alucinação de 38% no AA-Omniscience, contra 88% do GPT-5.6 Terra. Ainda é alto o bastante para exigir conferência humana em texto que vai ao cliente.
Vale trocar o modelo que eu uso hoje pelo Terra?
Se você usa o GPT-5.6 Terra, quase certamente, porque o novo custa menos e resolve mais. Se usa o Sol ou o Astra para agentes, vale testar o Terra com as suas tarefas, medindo custo por tarefa concluída. Para automação de tela, os modelos de cima ainda ganham.
- OpenAI, registro de mudanças da API (26/out/2026)
- OpenAI, página do modelo gpt-6.1-terra
- OpenAI, tabela de preços da API
- OpenAI, cartão de segurança do GPT-6.1 Terra
- AWS, GPT-6.1 Terra no Amazon Bedrock (26/out/2026)
- Artificial Analysis, GPT-6.1 Terra pushes the cost efficiency frontier
- InfoWorld, OpenAI bets on AI economics with lower-cost GPT-6.1 Terra
- BleepingComputer, OpenAI launches GPT-6.1 Terra
Rodrigo Fávaro
Fundador da ROO3, agência de marketing e tecnologia em São José do Rio Preto. Constrói produtos com IA em produção (Tobia, gerar.app, Pense Mercado) e mantém o AI Benchmark, ranking público de modelos de IA. Veja a consultoria em IA da ROO3.
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